sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Lori


E porque eu tenho buscado me inteirar dos seres humanos
E porque a curiosidade de tudo o que existe me guia os dias
Comparações e questões dessa diversidade, desse cesto de frutas variadas, dessa selva amazônica, nessa floresta tropical de espíritos e almas, de pedras e flores, de águas e ares e de tudo o que existe. Do fogo às culturas de países diferentes. As línguas, as cores. O ocidente e oriente.
E porque tenho andado por aí questionando e espiando e me inteirado de mais questões que de respostas. Porque os porquês e essa maravilhosa teia de uma aranha gigante que nos envolve e nos dita os passos. Passo a passo. E porque não importa o errado, o certo, o errado é o certo, e é o que é. E não adianta pensar muito porque acaba escolhendo o que já era pra escolher (me conta Lori, mais uma vez).
E que a minha teia pessoal, interna, mental, e essa teia andam ligadas à teia maior dessa mestria grandiosa. E escrevo o que já escreveria. E esse texto já existe antes mesmo de ligar o computador.
Lori é sábia... E confusa. Na sua confusão esclarece o que pensa Clarice, e Clarice pensa o que muitos pensam. E os porquês de Clarice se parecem muito com os meus, mas descubro, um pouco decepcionada, que não sou a única (em uma conexão além do corpo com essa alma repleta de complexa trama). E, ao invés de alimentar essa distância, aceito a resposta de que não poderia ser diferente, pois somos muito próximos uns dos outros, já que viemos da mesma teia e do mesmo material e do mesmo amor.
E assim, não começo com uma vírgula, mas termino com dois pontos:

2 comentários:

andrekano disse...

Te digo que esse seu texto tem muito de mim mesmo nele. Especialmente essa coisa do constante questionamento acerca das coisas - e da crônica falta de resposta.

Jana disse...

Esse texto escrevi pra Lori, um personagem do livro: "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres" da Clarice Lispector. Amo esse livro! Beijos